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Temos planos. Projetos de vida. De verão. Sonhos. Programamos o nosso dia. Nosso sono. A hora do cinema. Passeios pela tarde. Criamos e recriamos os nomes dos nossos filhos. Entendemos mais tarde como se dá o pensamento dos nossos pais. Esperamos a festa. Procuramos trabalho. Escondemos no dia de sol. Agradecemos o dia de chuva. E seguimos. Sem muito saber o que vem adiante. Mas ainda assim criamos, fazemos e participamos de regras, contratos, fórmulas e segredos. Senão não somos o que somos. Quem somos(!)? Só assim seguimos. E por mais que tenhamos essa vontade – essa, de estabelecer o que vem a seguir – estamos todos constantemente sujeitos à legitimidade do fenômeno único (e para sempre inédito) da vida, que é o presente. Sim, escolhemos o nosso caminho. A continuidade e a dedicação diante da vida fazem parte da escolha. Já o percurso, os encontros, a forma e o tempo é que não são escolhidos – esses são presentes!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
desato
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Palmas para o olhar acostumado diante do mundo. Levanto-me para aplaudir suas crenças. Seus valores pré-determinados. Não adianta tentar me vender sua felicidade enlatada. Conservada. Apalpada. Aquela que funciona à primeira vista e serve aos comuns. Transbordo-me em querências. Opto pelo simples. Não determino meus desejos. Não escolho por gêneros. Olho pra tudo com a mesma vontade. E não preciso ficar sozinha porque meus sonhos não cabem nos seus. Repito. Assino embaixo. Calo-me por não ser mais forte. Mas afirmo em silêncio essa vontade de ser igual pra você, e maior que metade de mim.
Não queria que fosse assim. Minha vida não é você que escolhe pra mim.
Palmas para o olhar acostumado diante do mundo. Levanto-me para aplaudir suas crenças. Seus valores pré-determinados. Não adianta tentar me vender sua felicidade enlatada. Conservada. Apalpada. Aquela que funciona à primeira vista e serve aos comuns. Transbordo-me em querências. Opto pelo simples. Não determino meus desejos. Não escolho por gêneros. Olho pra tudo com a mesma vontade. E não preciso ficar sozinha porque meus sonhos não cabem nos seus. Repito. Assino embaixo. Calo-me por não ser mais forte. Mas afirmo em silêncio essa vontade de ser igual pra você, e maior que metade de mim.
Não queria que fosse assim. Minha vida não é você que escolhe pra mim.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
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