segunda-feira, 30 de agosto de 2010

The Dreamers



Nós corremos. Saímos de cena. E tentamos nos reinventar! Para voltar outra vez. Começar uma outra vez. Tem sido assim todos os dias quando chega a noite. Saímos de cena durante o nosso sono. Para sonhar. Ou, para os mais pragmáticos, apenas para descansar. Nesta pausa noturna tentamos, ainda que inconscientes, nos reinventar. Reinventar nosso fôlego. Nossas células. Nossa força. Força da vontade. Um sorriso novo. Um plano inédito. Outra meta. Um novo questionamento que nos coloque em risco. Sim! Para entrar outra vez em cena. A cena do nosso novo dia. Que começa no quarto. Passa pela porta. Pela cozinha. Pela sala de estar. Pelo abraço da mãe. Do filho. A rua. O escritório. A sala de ensaio. Ahn? Temos tempo para ensaiar esta nossa trajetória? Temos? Tempo? Qual o percurso dos seus dias? Dos nossos dias? O meu tem sido bastante silencioso nesta minha despedida dos meus (nossa!) vinte anos! Penso em todas as coisas que ainda quero aprender e não quero deixar de fazer ainda nesta existência. E também em todas as outras coisas que já deixaram de ser tão importantes assim. Nós corremos. Saímos de cena e tentamos nos reinventar. Para começar uma outra vez. Todos os dias. Todos os anos... e então eu penso que... , ah! Eu só penso. Que... um outro. Outro dia, talvez?! Possamos...




Na foto: Frank Borges. Mariana Coutinho. Sara Antunes.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cena colorida...

meu nome é Negrinha...

Convite de Sara Antunes: AMANHÃ, NEGRINHA para celebrar a ocasião, como oferenda, teremos na Casa da Gávea as 22h um recital-brinde com canções negras e poesias da Negra Anastácia, as cantoras e atrizes especiais Mariella Santiago, Ava Rocha, Vanessa Gerbelli, Clarisse Derziê, Thais Mori, Analu Prestes... darão a voz, o som e a batida. Mulheres poderosas. Brindaremos com acarajé! Será logo depois da peça. Quem puder apareça! A temporada está começando...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

o coração diz... parado!


"Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica,
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida,
virou só sentimento"

sábado, 14 de agosto de 2010

costume de ser

Como continuar sendo se o que tenho costume de ser vai deixando aos poucos de caber dentro de mim? Como ser se meus olhos me acompanham, mas meus pés traçam limites na minha maneira de existir? Nesta hora saio do meu corpo. Sinto urgência de abandonar os meus desejos. Confesso: eu não caibo dentro de mim.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

nem muito. nem pouco. por inteiro.

travessia

Menina, não atropele. O coração é seu. Tem medo? Eu tenho. De atravessar a rua. Caio. Me espera? Levanto. Salto! Começo a correr. Vôo? Olhe para meus olhos aqui de cima. E caia! Dentro de mim há todo o tempo do mundo. Mudo. Transformo. O modo. A caminhada. Menina, não! Atropele meu coração. Tenho medo de pegar estrada à noite. Adoro andar com os faróis do carro apagados. Abro a janela. Deixo a lua crescer. Ser. Cresço. Desde criança. Até um adulto pode escutar. Escuta! Olha! Eu tenho medo de atravessar a rua. Veja, a rua mudou de mão. Me dá a mão? Atenção. Tenho medo de atravessar a rua. Menina, não. Menina, atropele. O tempo não tem senão(s). Aaahhhh... menina, atropele o meu coração!

carta aos atores

"Carta aos atores: O que, o quê? Por que se é ator, hein? Se é ator quem não consegue se habituar a viver no corpo imposto, no sexo imposto. Cada corpo do ator é uma ameaça, a ser levada a sério, para a ordem ditada ao corpo, para o estado sexuado; e se um dia a gente está no teatro, é porque tem algo que a gente não suporta. Existe em cada ator algo como um corpo novo que quer falar. Uma outra economia do corpo que avança, que empurra a antiga, imposta". Valère Novarina.

Hóspedes do Tempo











FESTIVAIS: 11º Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto e Festival de Esquestes de Niterói 2010 - melhor cena, direção e texto.


Quanto tempo falta? O que ainda é preciso (possível) fazer? Ela está em toda parte lembrando que somos todos, apenas, hóspedes do tempo.

EM CENA: Fernando Lopes, Márcio Vesolli, Mariana Coutinho, Vanessa Jardim
DIREÇÃO: Renato Farias
DIREÇÃO DE MOVIMENTOS: Márcio Vesolli
DIREÇÃO MUSICAL: Beto Militani
DIREÇÃO DE ARTE: Thiago Mendonça e Carol Freitas
DRAMATURGIA: Tarcísio Lara Puiati
COLABORAÇÃO: Gisele Werneck

Donka - FIT-BH 2010

Donka – Uma carta a Tchekhov
Teatro Sunil - Suíça



Teatro-Circo, Duração: 02:00, Classificação: Livre
Direção: Daniele Finzi Pasca
Elenco: Moira Albertalli, Karen Bernal, Helena Bittencourt, Sara Calvanelli, Veronica Melis, David Menes, Beatriz Sayad, Rolando Tarquini.

Sinopse
“Donka - Uma carta a Tchekhov” é resultado da parceria entre o grupo suíço Teatro Sunil e o The Chekhov International Theatre Festival de Moscou. Pela primeira vez no Brasil, trata-se de uma poética homenagem ao dramaturgo russo. O espetáculo usa imagens, números de equilibrismo, dança, acrobacias e brincadeiras para invadir a vida de Tchekhov, revelando, assim, seus pensamentos, anotações e transformando em corpo e formas seus famosos e enigmáticos silêncios. Ao assistir Donka, o espectador terá a oportunidade de ver objetos suspensos numa trágica fragilidade que vai, aos poucos, desaparecendo.

Teatro Sunil e The Chekhov International Theatre Festival.

O Teatro Sunil foi fundado em Lugano, Suíça, em 1983, por Daniele Finzi Pasca. O ator e bailarino tragicômico e seu universo são os componentes centrais das criações desta companhia que, com sua tradição, propõe uma visão particular do universo clownesco: personagens e histórias épicas unidas à simplicidade de uma linguagem universal. O grupo já apresentou suas criações de teatro e dança em mais de 20 países. Já o The Chekhov Internacional Theatre Festival foi criado em Moscou, Rússia, em 1992 pela International Confederation of Theatre Associations. Desde então, tornou-se um espaço de encontro e trocas de experiências, focado nas contribuições de grandes nomes do teatro, como Peter Brook, Giorgio Strehler, Peter Stein, Otoмar Krejca, entre outros.
Saiba mais sobre o Teatro Sunil.