Os espelhos definiam até agora todos os espaços por onde ela queria passar e mergulhar. Foi então que em uma noite todos eles se quebraram e seus olhos puderam ver de perto a chuva lá fora. O que a protegia agora eram as paredes de vidro de sua morada. Sim. Morada. Trocou os espelhos por vidros transparentes onde seus olhos podiam enxergar tudo o que era diferente. Do outro lado da rua, os olhos dele esperavam ela chegar.
Olhar pelo espelho retrovisor nos faz entender o tamanho da estrada percorrida. Ao mesmo tempo que o olhar é lançado para trás, o corpo é empurrado para frente. E em alta velocidade!