segunda-feira, 10 de novembro de 2008
amor e família
Espero um dia você chegar e nos encontrar aqui. Sempre é bom ver você chegar. Casa cheia. Cozinha em movimento. Você sempre inventa coisas novas pra fazer. Tenho dormido tarde. Acordado cedo. O som daqui de casa agora é outro. O quarto é outro. Lembra a minha infância. O burburinho do jogo de baralho e o tira gosto preparado pela mãe. Você ainda gosta disso, não é pai? Aquela fase me lembra alegria. Como os dias de hoje. Há um reencontro aqui, percebe? Acho que demorei a descobrir porque, nossa(!) faltou-me um pouco da pureza de criança. Aquela percepção legítima daquela época. Tudo era tão simples e bom. O único medo era cessado por um abraço seu. Ou o colo da mãe. Ou mais um abraço apertado da vó. Memórias infantis. E hoje permaneço aqui, ao lado da sala, sem contar pra mim nem pra você que estou à espera de novos encontros. Cheia de histórias pra contar. Mesmo que eu me recue um pouco. Medo. Medo de não poder dividir tudo o que tenho. Medo de não escolher as melhores cores. Ou a melhor forma de passar os meus dias. Espero um dia você chegar e nos encontrar aqui. Quem sabe um sorriso pra dizer que, sim, está tudo bem?! Escolhemos sempre o que é melhor pra gente? Hoje minha escolha é ficar aqui ao seu lado. Acompanhar de perto o movimento do sorriso da minha mãe. Tentar entender melhor o ritmo do coração da minha irmã. Porque somos só nós mesmos. E não há muito mais que isso. Mas ainda assim, há um mundo contruído aqui (lá) fora. E, sim, seria tão bom ter a certeza de que fiz as melhores escolhas. Seria tão bom que parasse de chover. Seria tão bom se você chegasse e nos encontrasse aqui. E olhasse com a mesma doçura pra tudo o que eu escolhi e é importante pra mim.
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