segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
entre palavras
Estrada. Chuva. Esquina. Mirante. Lama. Céu azul. Montanha. Queda. Suco. Água. Guardanapo. Pai. Computador. Cabelos enrolados. Carro. Abraço. Presente. Carona. Trabalho. Ligação. Telefone ocupado. Retrato. Abridor de lata. Vinho. Estrada de terra. Morro. Trilha. Belo Horizonte. Filme. Namoro. Barba. Jantar. Chinelo. Dálmata. Nascimento. Bebê. Olhos. Olhos. Tempo. Mãe. Francês. Praia. Rio de Janeiro. Encontro. Reencontro. Arpoador. Massagem. Promessa. Decisão. Tiradentes. Peça. Vela. Tomada. Viagem. Amigos. Chave de casa. Respiração. Mel. Réveillon. Serra do Cipó. Dona Mercês. Saudade. Vida. Salto. Índia. Distância. Alma gêmea. Escrita. Rascunho. Cura. Massagem. Incenso. Companhia. Anel. Dança. Improvisação. Rabiscos. Sono compartilhado. Ar condicionado. Farolete. Trevo. Pedra da Gávea. Cinema. Clássicos. Tomada queimada. Tapete molhado. Pés. Descalços. Sapato apertado. Salto alto. Falta. Dor. Pele macia. Gesto delicado. Mãos de homem. Mãos de mulher. Olhos dele. Boca dela. Palavras ditas. Carência. Espera. Ipê amarelo. Pôquer. Compras. Risada da Sara. Aula da Ana Kfuri. Sala Tom Jobim. Gadú. Tecido acrobático. Prainha. Arpoador à meia noite. Cenário. Velas. Tinta azul. Tinta vermelha. Olhos da Van. Deck de madeira. Gelo. Frio. Vida. Vana. Casa. Parede azul do quarto. Email. Parede vermelha. Rede. Varanda. Sol. Calor. Santa Tereza. Site. São Paulo. Metrô. Estação Paraíso. São Clemente. Botafogo. Luz. Cabelo raspado. Cabelo amarrado. Operação. Sapateado. Canção. Naruna. Apartamentos. Vila do Pan. Câmera. Desapresentação. Novariná. Parque Lage. Julieta. Contato improvisação. Possani. Rádio. Sauna. Academia. Colo. Língua. Carne. Natal. Sexualidade. Fraqueza. Estar só. Amor platônico. Estupidez. Chico Buarque. Lixo reciclável. Obama. Pina Bausch. Paris. África. Estética. Sophie Calle. Zé Celso. Término. Publicidade. Portaria 4. Estúdio C. Macacos. Caratinga. Mãe. Marina. Histórias de ninar. Mostra de Cinema. Telefone ocupado. Datilografia. Queimadura. Mergulho. Prado. Trindade. Paraty. Pernambuco. Amor. Namoro. Vômito. Mentira. Medo. Público. Falsidade. Inocência. Morte. Suicídio. Abandono. Flor. Engarrafamento. Brisa. Ar úmido. Passarela. Viaduto. Cores. Paixão. Suco de laranja. Lilás. Desejo. Pão. Tempestade. Verde. Manjericão. Lua. Gal Costa. Salada. Jornal. Jornalismo. Maldade. Malabarismo. Mal educado. Pôr do sol. Janeiro. Telefone sem fio. Email. Resposta. Carta. Cartão. Gadú. Lounge. Chegada. Espera.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
escolhas
Algumas pessoas optam por ajeitar a vida. Adequar. Organizar. Atender às regras. Outras pessoas optam simplesmente e honestamente: viver. É só neste lugar que eu me reconheço.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
vento
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
dor do mundo
O mundo sente dor. Isso é fato comprovado e nada pessimista. Não, não, não é não! Cada um de vocês sentados aí comprova a dor do mundo. Mas se há dor......................................................... há prazer!
Outro dia eu estava dormindo num quarto, sozinha, em São Paulo. Eu não conheço quase nada em São Paulo! Eram mais ou menos seis horas da manhã do dia sete de dezembro de 2009. Chuva. Um gato sentia dor.
Dor pode ser qualquer coisa. Uma queda. A perda de um grande amor. Falta de dinheiro. Paralisia. Frio. Saudade. Carregar uma mochila de sete quilos durante horas. Desamparo. Sapatos apertados. Susto. Abandono.
A dor do gato me acordou.
A menina que dormia no quarto ao lado abriu a janela e gritou:
- Cala a boca!
Olhou para mim e perguntou por que eu não fazia o mesmo.
Eu? Sai do quarto à procura do gato. Da dor do gato. Debaixo de chuva.
Não o encontrei. Naquela hora tudo o que eu queria era diminuir a dor do mundo.
Outro dia eu estava dormindo num quarto, sozinha, em São Paulo. Eu não conheço quase nada em São Paulo! Eram mais ou menos seis horas da manhã do dia sete de dezembro de 2009. Chuva. Um gato sentia dor.
Dor pode ser qualquer coisa. Uma queda. A perda de um grande amor. Falta de dinheiro. Paralisia. Frio. Saudade. Carregar uma mochila de sete quilos durante horas. Desamparo. Sapatos apertados. Susto. Abandono.
A dor do gato me acordou.
A menina que dormia no quarto ao lado abriu a janela e gritou:
- Cala a boca!
Olhou para mim e perguntou por que eu não fazia o mesmo.
Eu? Sai do quarto à procura do gato. Da dor do gato. Debaixo de chuva.
Não o encontrei. Naquela hora tudo o que eu queria era diminuir a dor do mundo.
cuide de você - Sophie Calle, no Rio

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O que você faria se recebesse um e-mail pondo um ponto final numa relação amorosa? A artista plástica e escritora francesa Sophie Calle, um dos mais relevantes nomes da arte contemporânea mundial, encaminhou a carta de rompimento enviada a ela por seu então namorado a mais de cem mulheres e pediu para que cada uma a interpretasse à sua maneira. Prenez soin de vous (cuide de você) era a última frase do texto. Sophie decidiu seguir o conselho de um jeito pouco usual. O e-mail enviado à Sophie Calle em 2004, foi analisado por 107 intérpretes, todas mulheres, conhecidas e anônimas. O resultado? A exposição Cuide de Você, que chega ao Rio de Janeiro em seu maior formato. Reunindo fotografias, vídeos, textos e outras formas de interpretação. A mostra ocupará 2.400 m2 do Museu de Arte Moderna com uma nova montagem, inédita no Brasil até fevereiro de 2010.
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