segunda-feira, 7 de abril de 2014

Sono


Dormir é uma forma de nos preparar para que o dia de amanhã seja melhor que hoje. Engana-se quem acredita que manter-se aceso enquanto a noite se transforma em madrugada é ganho absoluto de tempo. É certo que a madrugada tem seus encantos. Ah! E como! Mas o verdadeiro sono repousado durante toda a noite é o alimento para a nossa alma avançar além do que conseguimos compreender enquanto estamos acordados.

Camadas ou Auto-organização


Fragmentada e complexa, se eu pudesse, colocaria cada sentimento e sentido no seu lugar. E assim, eu separaria a mulher que sou em camadas. Deixaria o MEDO, que acompanha meu coração, do lado de fora, para que eu fosse impedida de tocá-lo quando escutasse o silêncio. Seria um alívio contemplativo observar o meu medo como uma paisagem criada pelos meus próprios olhos - do outro lado da janela, onde neste inverno eu jamais poderia alcançar. Nas minhas mãos, deixaria a SENSIBILIDADE para que eu executasse com perfeição qualquer tarefa que pudesse fazer. Ao redor do meu corpo deixaria minha INTUIÇÃO para potencializar a natureza das minhas ações mais puras, e me afastar de tudo que pudesse me fazer mal. Meus olhos ficariam LIVRES para olhar o mundo sem moral ou julgamento sobre nada, inclusive sobre minhas próprias escolhas. Para o meu coração, já livre do medo, (que afastei para longe no início desta minha auto-organização) eu deixaria a COMPAIXÃO e o AMOR. Estes só poderiam existir longe da insegurança e expectativa. Aquele AMOR mais puro que alguém poderia sentir por tudo aquilo que pulsa na mesma sintonia. O RACIOCÍNIO, a LÓGICA, o DISCERNIMENTO, a INTELIGÊNCIA e a PONDERAÇÃO seriam assuntos para a mente gerir. E, atenta, eu reforçaria sua distância do meu coração. Aaaah, a ALEGRIA! A alegria seria saboreada pelo meu corpo inteiro, assim como a SENSUALIDADE. Já as PALAVRAS seriam para traduzir os gestos e a respiração, sempre acompanhadas de espontaneidade e discernimento. Seria possível? Por fim, a RESPIRAÇÃO, acompanhada da PULSAÇÃO, seria para tudo aquilo que eu quisesse dar VIDA.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Para tanto!


Ela para num canto e seus olhos transbordam maresia. Você pede um drink e engole prosecco. Quieta, ela finge não ter nada de pranto. Você que já sentiu saudade, saudade dela, eu insisto, não vai dizer agora que não é pra tanto! Você que já sabe que aquele sorriso de canto, o abraço apertado, aquele beijo de lado, são marcas do seu prefácio, ensaios do primeiro ato, deste sonho deixado de lado. Sabe melhor ainda do seu sufoco. Desta falta de ar que te deixou rouco. Você se finge de forte. E ela se refaz e desfaz inteira neste embaraço. Neste desfecho antecipado. Final de cena pouco elaborado. Sozinhos e separados, ninguém consegue desatar este laço.

sábado, 8 de fevereiro de 2014


Este vídeo conta a história da bailarina Roberta Manata, da Cia Suspensa. Uma história real. Um dos trabalhos mais especiais da minha carreira. Para quem acredita no amor e na vida.

Unimed BH - Institucional 2013 from Coletivo Imaginário on Vimeo.


Amar, entre tantas outras coisas, é sentir alegria exatamente por amar alguém. É dizer com olhos e com o corpo. Com admiração e com desejo. É acumular anos e distrair a diferença de tempo e intenção. É doar-se. É dividir tudo o que te faz vibrar. É desejar o bem acima de tudo. E para os mais sortudos, este amor vem acompanhado de paixão. É quando se sente tudo isso e ainda existe o prazer de perder o fôlego e continuar ainda mais vivo!