Fragmentada e complexa, se eu pudesse, colocaria cada sentimento e sentido no seu lugar. E assim, eu separaria a mulher que sou em camadas. Deixaria o MEDO, que acompanha meu coração, do lado de fora, para que eu fosse impedida de tocá-lo quando escutasse o silêncio. Seria um alívio contemplativo observar o meu medo como uma paisagem criada pelos meus próprios olhos - do outro lado da janela, onde neste inverno eu jamais poderia alcançar. Nas minhas mãos, deixaria a SENSIBILIDADE para que eu executasse com perfeição qualquer tarefa que pudesse fazer. Ao redor do meu corpo deixaria minha INTUIÇÃO para potencializar a natureza das minhas ações mais puras, e me afastar de tudo que pudesse me fazer mal. Meus olhos ficariam LIVRES para olhar o mundo sem moral ou julgamento sobre nada, inclusive sobre minhas próprias escolhas. Para o meu coração, já livre do medo, (que afastei para longe no início desta minha auto-organização) eu deixaria a COMPAIXÃO e o AMOR. Estes só poderiam existir longe da insegurança e expectativa. Aquele AMOR mais puro que alguém poderia sentir por tudo aquilo que pulsa na mesma sintonia. O RACIOCÍNIO, a LÓGICA, o DISCERNIMENTO, a INTELIGÊNCIA e a PONDERAÇÃO seriam assuntos para a mente gerir. E, atenta, eu reforçaria sua distância do meu coração. Aaaah, a ALEGRIA! A alegria seria saboreada pelo meu corpo inteiro, assim como a SENSUALIDADE. Já as PALAVRAS seriam para traduzir os gestos e a respiração, sempre acompanhadas de espontaneidade e discernimento. Seria possível? Por fim, a RESPIRAÇÃO, acompanhada da PULSAÇÃO, seria para tudo aquilo que eu quisesse dar VIDA.
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