terça-feira, 14 de julho de 2009

cie à Fleur de Peau

WORKSHOP DE DANÇA TEATRO EM SÃO PAULO



«bordar em movimento»
poesia e humor na composição coreográfica

"Com o objetivo de aprofundar o trabalho de preparação do intérprete, o eixo principal deste workshop será a composição coreográfica e sua influência na teatralização da dança. O trabalho será voltado para a criação de estruturas cênicas simples, com base em um vocabulário comum elaborado durante as sessões de trabalho: gestos, textos, partituras coreográficas, personagens/intérpretes. O objetivo não é chegar à um resultado apresentável, mas entender o mecanismo de composição. Trata-se de uma pesquisa dentro do universo das emoções e como é possível colocar corpo e alma a serviço da narração.


Conteúdo do workshop:

As sessões de trabalho serão compostas de três ítens principais: preparação corporal, improvisação e composição coreográfica.

- técnicas de base de sua linguagem específica: independência das articulações, coordenação, jogos de disponibilidade, diferentes qualidades de movimento, ritmo, energia;

- aprendizado de certas coreografias do repertório e abordagem do sistema de composição coreográfica e cênica utilizados pela companhia;

- trabalho personalizado de cada intérprete/bailarino e de seu gestual, o tragi-cômico e o "natural estilizado";

- teatralização do movimento, criação de sequências gestuais e de "partituras visuais e musicais";

- como chegar à dança tendo como base situações cotidianas e determinadas intenções teatrais;

- como encontrar uma forma cênica adequada para exprimir uma emoção.

São Paulo:
* 25 e 26 de julho de 2009
sábado das 10h às 16h30
domingo das 10h às 15h30
obs. 1/2 hora de intervalo para lanche
Local: ESPAÇO GUIARÁ - Rua Guiará, 157 - Pompéia
Informações e inscrições :
fe.haucke@companhiadofeijao.com.br

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Sobre a cie « à fleur de peau »

* Ela é brasileira, ele alemão; vivem em Paris onde fundam sua companhia em 1988. Até hoje já criaram vinte espetáculos e coreografias para «à fleur de peau» e para o repertório de outras companhias como: Cisne Negro, Balé da Cidade de São Paulo, Bernballett, Cia. de Danças de Diadema, Rotterdamse Dansacademie e Cirka Teater.

* A companhia participou de festivais e eventos internacionais de renome ("Biennale de la Danse", Lyon, "Holland Dance Festival", Haia, "Rio Panorama" etc.) e apresentou seus espetáculos em diversos países. A coreografia «4'quarts» obteve o 1° prêmio no "Tremplins de la Danse" em St.-Dizier e o prêmio de humor no "Concurso Volinine" em St.-Germain-en-Laye, «quelques réflexions» obteve o 1° prêmio no "Concurso Internacional para Coreógrafos" em Groninga, Holanda.

*«aller-retour simple» foi co-produzida pela Cia. Maguy Marin/CCN Rillieux-la-Pape (accueil studio). «un ange passe-passe ou entre les lignes il y a un monde» pelo Théâtre de l'Enfumeraie (Sarthe), durante uma residência de criação. «como se não coubesse no peito» foi uma encomenda do Balé da Cidade de São Paulo, com patrocínio da Petrobrás e «talvez sonhar …» uma encomenda da Cia. Cisne Negro, co-produzida pelo SESC. A criação «que reste-t-il de nos amours ?» (para 10 bailarinos) foi co-produzida pela Maison de la Danse de Lyon em 2005 (residência), com patrocínio da Fondation BNP Paribas, do Ano do Brasil na França, ADAMI, ONDA e do Centre National de la Danse. A criação, «miroirs de l'âme», teve sua estréia em março de 2007, no Théâtre du Lierre, em Paris, iniciando uma residência de 4 anos. Em 2008, para as festividades dos 20 anos da companhia, criaram duas peças : «au delà du temps» e «si un jour je te quitte, je te garderai en moi à nu à vif à jamais».

Concepção artística

* Denise Namura e Michael Bugdahn consideram a coreografia como um modo para veicular a emoção, como uma forma carregada de significação concreta. Sua pesquisa é baseada no uso do corpo inteiro como instrumento polivalente e num trabalho intenso sobre o gesto e sobre a musicalidade do movimento. A Cia. « à fleur de peau » prega a mistura de gêneros e propõe um olhar sobre a condição humana, cheio de ternura, generosidade, humor e emoção, a fim de vivenciar uma troca imediata com o público.

* A pedagogia é um aspecto essencial de seu trabalho. Desde a criação da companhia, os dois coreógrafos se dedicam a uma atividade pedagógica baseada na teatralização da dança, um elemento intimamente ligado ao desenvolvimento de seu discurso dançado. A partir de um trabalho de preparação do intérprete, organizam regularmente workshops, oficinas e cursos para profissionais, amadores e crianças."

sábado, 11 de julho de 2009

festival Valère Novarina



Valère Novarina fará conferência no dia 13 de julho no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. Com debates, mesas redondas e conferências em torno da obra do artista.

"NOVARINA EM CENA é um projeto de criação artística que abrange montagem e apresentação de quatro espetáculos, uma prática de montagem, leituras dramatizadas, mesas redondas e lançamento de livro em torno de um único artista: Valère Novarina, autor e artista plástico contemporâneo francês. À frente do evento estão Angela Leite Lopes, responsável, há dez anos, pela tradução dos textos de Novarina no Brasil, Thomas Quillardet, diretor teatral francês, responsável pela montagem de O beijo no asfalto de Nelson Rodrigues na França, e de autores contemporâneos franceses no Brasil e Ana Kfouri, atriz e diretora teatral.

O projeto NOVARINA EM CENA contará com a participação da diretora francesa Claude Buchvald - uma das principais encenadoras da obra de Novarina na França. Buchvald dirigirá um espetáculo e orientará uma prática de montagem, fruto do intercâmbio entre as Universidades Paris 8 e UFRJ. NOVARINA EM CENA terá a honra de contar também com a presença do autor, Valère Novarina. Abertura do evento no Espaço Sesc (arena) – dia 15 de julho, com a presença do autor e lançamento do livro “Ateliê Voador e Vocês que habitam o tempo”, tradução de Ângela Leite Lopes.

O projeto NOVARINA EM CENA apresentará quatro espetáculos do autor, todos com tradução de Angela leite Lopes

O Animal do Tempo – primeira parte do texto Discurso aos Animais



Direção Antonio Guedes
Atuação Ana Kfouri

Em Discurso aos animais - o animal do tempo, um personagem caminha por entre túmulos e fala. É essa fala que vai construindo a cena, enquanto ele vai dando indícios de quem é. Nascimento, vida, morte - não nessa ordem, aliás, sem ordem nenhuma - são narrados por esse João Gebú, João sem ações, João de Cadáver e de Espírito, João Penúltio, João Sem Nome, na constante mutação expressa pelo eterno nomear, no movimento incessante reforçado pela linguagem criada, inventada, brincada, mas que aparece como único traço de certeza e de constância. A verdadeira matéria do homem é a sua palavra.

A Inquietude - segunda parte do texto Discurso aos Animais

Direção Thierry Trémouroux
Atuação Ana Kfouri

Texto que constrói vazios, espaços, interrogações, tecido por uma dramaturgia sem história a ser contada, pulsada por uma melancolia e uma crueza ferina. A Inquietude apresenta um “personagem” excepcional: João Mancada, em francês, Jean qui Cloche.

E com João Mancada vamos a vários lugares e tempos, ouvindo “em frases morses todas as canções repetirem estritamente a mesma coisa”. Jean qui Cloche é corpóreo, espiritual, lúdico e parece confirmar o desejo de Novarina quando ele diz “que está há muito tempo à procura de algo como uma arte lírica sem eu. Não ser mais homem, mas um que emite figuras humanas sem parar: dançar sem saber, pensamentos sem ter, sinais sobre os muros”.

O Ateliê Voador

Estreia 17 de julho – Espaço Sesc - arena
Direção Thomas Quillardet
Atuação Cris Larin, Renato Carrera, Cecília Hoeltz, Pedro Henrique Monteiro, Letícia Novaes, Laura Nielsen, Renato Livera e Sérgio Medeiros.

Comédia. Seis empregados, tão desprovidos de identidade que são chamados
por letras do alfabeto, vivem sob o mais perfeito domínio do casal
Boucot. Os patrões, obcecados pelo medo de uma revolta por parte dos trabalhadores, elaboram as mais variadas estratégias para controlar todos os aspectos
de suas vidas e, principalmente, a linguagem.

O choque das línguas

Até 13 de julho - Teatro Glauce Rocha
Direção – Claude Buchvald
Atuação - Claude Merlin e Lorena da Silva

Projeto de espetáculo a ser produzido pela Companhia Claude Buchvald, com textos de Valère Novarina e tradução de Angela leite Lopes."