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Temos planos. Projetos de vida. De verão. Sonhos. Programamos o nosso dia. Nosso sono. A hora do cinema. Passeios pela tarde. Criamos e recriamos os nomes dos nossos filhos. Entendemos mais tarde como se dá o pensamento dos nossos pais. Esperamos a festa. Procuramos trabalho. Escondemos no dia de sol. Agradecemos o dia de chuva. E seguimos. Sem muito saber o que vem adiante. Mas ainda assim criamos, fazemos e participamos de regras, contratos, fórmulas e segredos. Senão não somos o que somos. Quem somos(!)? Só assim seguimos. E por mais que tenhamos essa vontade – essa, de estabelecer o que vem a seguir – estamos todos constantemente sujeitos à legitimidade do fenômeno único (e para sempre inédito) da vida, que é o presente. Sim, escolhemos o nosso caminho. A continuidade e a dedicação diante da vida fazem parte da escolha. Já o percurso, os encontros, a forma e o tempo é que não são escolhidos – esses são presentes!
2 comentários:
Oi Mari,
Ficou lindo demais seu blog! Perfeito! Sem palavras...
Beijos
Deborah
Te amo Marimari!
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