sábado, 14 de fevereiro de 2009

madrugada

Ele nem esperava que ela fosse descobrir com apenas um toque a freqüência de sua pulsação. Aqueles olhos então descobriram o seu tipo sanguíneo. E com essa descoberta destampou suas pernas, seus signos, seu desejo e aquela vontade inegável e intangível de dentro. Ele nem lembrava mais que a poesia de uma quinta-feira de manhã transformava-se quase sempre num ritmo doce e acelerado quando entrava em contato com a repetição cotidiana. Mas tudo bem, afinal de contas as nuvens continuavam no céu e poderia ser que (de repente!) a chuva começasse de novo. Belo Horizonte. Fevereiro. Sempre tem chuva. Mas há quem acredite que a melhor parte desta época do ano é e sempre será cada pequeno intervalo de noite transformando-se em madrugada.

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