domingo, 25 de outubro de 2009

conversa entre amores

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Ela deixou o copo em cima da mesa. Mármore. Céu azul. Mar. Tinha esquecido como era o tom daquela voz que. . . . . . olha! esqueceu! Dentro do copo: água. Levou até a boca. Tentou se lembrar de novo. Nada.

- Sabe o que é? É que nada se compara ao frescor do primeiro amor.

Ela tentava se lembrar. Nada. Do outro lado da mesa ele afirmava que o primeiro amor era inocente demais. Devagar.

- Demais!

Com o copo vazio ela insistiu que o primeiro amor poderia durar e amadurecer. Mas ele foi embora e nesta hora ela acreditou que outro não viria. Sim, ela sabia. Você sabe. Eu sei. "Amores não são muitos. Mas são alguns". Mas naquela hora ela não conseguia acreditar. O copo vazio. O mármore molhado. Mar. Já era noite.

- Passa?

Dizem que sim. Dor passa. Saudade passa. Vontade passa. Mas ela continuava insistindo que amor. . . (ai) este primeiro amor, não passa.

Até falam que o segundo virá assim: avassalador. Sentará ao seu lado. Acenderá as luzes. Ela, carente. Ele, combinando com todos os seus sonhos e suas vontades. Ok. É mais ou menos assim que chamavam a felicidade.

Mas ela não dá bola! O copo agora, cheio. Ela inteira. Feliz. Sozinha. Continua olhando para o mar.

Um comentário:

Anônimo disse...

O segundo vem e senta ao lado dela. Pede a ela uma chance para fazê-la apaixonar.