sexta-feira, 13 de agosto de 2010
travessia
Menina, não atropele. O coração é seu. Tem medo? Eu tenho. De atravessar a rua. Caio. Me espera? Levanto. Salto! Começo a correr. Vôo? Olhe para meus olhos aqui de cima. E caia! Dentro de mim há todo o tempo do mundo. Mudo. Transformo. O modo. A caminhada. Menina, não! Atropele meu coração. Tenho medo de pegar estrada à noite. Adoro andar com os faróis do carro apagados. Abro a janela. Deixo a lua crescer. Ser. Cresço. Desde criança. Até um adulto pode escutar. Escuta! Olha! Eu tenho medo de atravessar a rua. Veja, a rua mudou de mão. Me dá a mão? Atenção. Tenho medo de atravessar a rua. Menina, não. Menina, atropele. O tempo não tem senão(s). Aaahhhh... menina, atropele o meu coração!
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2 comentários:
Atravessa a rua de mão dada. O medo morre de medo do encontro das mãos, ele vai fuigr correndo.
Todo tempo do mundo, vira só um segundo para um coração atropelado.
Não preciso dos faróis, carrego comigo a lua e as estrelas, não há escuridão na minha estrada.
Vem comigo, grita. O céu da boca não é o seu limite.
Deitada na grama, o céu empoeirado. Passei o dedo e - curioso - estrelas vieram grudadas na ponta. Olhei para cima e assoprei. Foi tanta estrela caindo que agora eu mal consigo enxergar de tanta esperança.
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