quinta-feira, 16 de abril de 2009

desato (texto antigo)

Palmas para o olhar acostumado diante do mundo. Levanto-me para aplaudir suas crenças. Seus valores pré-determinados. Não adianta tentar me vender sua felicidade enlatada. Conservada. Apalpada. Aquela que funciona à primeira vista e serve aos comuns. Transbordo-me em querências. Opto pelo simples. Não determino meus desejos. Não escolho por gêneros. Olho pra tudo com a mesma vontade. E não preciso desistir porque meus sonhos não cabem nos seus. Repito. Assino embaixo. Calo-me por não ser mais forte. Mas afirmo em silêncio essa vontade de ser igual pra você, e maior que metade de mim.

Não queria que fosse assim. Minha vida ninguém escolhe pra mim.

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