terça-feira, 28 de abril de 2009
do lado de cá
Mais uma tarde se transformou em madrugada. Último telefonema. Eu me lembro bem. Meus pés estavam sobre o gramado. Eu pisava macio enquanto escutava suas pausas de medo e pura felicidade! Descobríamos naquele momento o amor mais puro. Queríamos abraçar o mundo(!). Lembra? Era mais ou menos assim. Eu sentia e contava os segundos espremidos antes de desligar e anotava apressadamente a data de sua volta. Daqui quinze dias. Dez horas da noite. Aeroporto. Até lá tanta coisa poderia acontecer. Meus pés ainda pisavam o chão macio quando você desligou. Num piscar de olhos as luzes se acenderam. Já era noite. Certamente seus pensamentos estariam entre as nuvens. Sim. Mais uma noite se transformou em madrugada. Sem você aqui desta vez. Registrei versos. Arquivei fotos. Decorei textos. Criei trilhas. Passei parte da noite conhecendo os limites de seu percurso. A lua já mudou de forma. Voltou a ser crescente. Talvez nesta mesma hora você esteja andando por algum lugar da Turquia. Provavelmente quando o sol se pôr e você deitar no travesseiro de Macela, eu estarei lendo alguma coisa sobre Atenas. Antes mesmo de você chegar. E ao final desta madrugada penso: quantas horas faltam para o seu despertar? Impossível saber. Mas ainda assim. Mesmo assim. Eu te desejo bom dia e peço a Deus para te abençoar.
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