terça-feira, 5 de maio de 2009

em cartaz



"Esquecer é também perdoar o que não seria perdoado se a justiça e a liberdade prevalecerem (...) Esquecer o sofrimento passado é perdoar as forças que o causaram. Contra essa rendição ao tempo, o reinvestimento da recordação em seus direitos, como um veículo de libertação é uma das mais nobres tarefas do pensamento" (Eros e Civilização - Herbert Marcuse)

O espetáculo? Uma menina negra que viveu num engenho de açúcar no fim da escravidão. Um vela. Uma boneca. Grãos de café. Um fantasma que ainda atormenta a Casa-Grande, a "casa de açúcar" como ela gosta de chamar. O público? Não tira os olhos da negrinha durante cada segundo do espetáculo. Só fecha os olhos quando não há luz. Mas enxerga atento todo o gosto desta história.

Espetáculo criado por Luiz Fernando Marques
Renato Bolelli Rebouças
Sara Antunes

Nenhum comentário: