domingo, 10 de maio de 2009

saudade

Despertar. Um copo de água. Uma maçã. Repito quase sempre as mesmas partituras. Todos os dias. Cada uma povoada de novas inspirações. Tento alongar todas as partes do meu corpo. Dilatar todos os espaços vazios. Do lado de cá não faz frio. A paisagem continua no mesmo lugar. As folhas de macela perfumaram todo o quarto. Os livros se misturaram na estante. Os dias parecem mais longos. Mais curtos. Como pode ser assim? Procuro seus olhos na linha do horizonte. Aposto que do lado de lá seus movimentos misturam as cores de toda a Turquia e da Grécia. Se esta saudade imensa ficou maior que toda a Anatolia, a Tracia, a Asia Menor, (ai) o que posso dizer? Apenas registro que do lado de cá os meus dias se repentem e se renovam felizes à cada lembrança que ele me traz.

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